Título: Reflexões
sobre ‘O Cruzeirense’
Autor: Anis* (Ana Ventura)
Data de criação: 06/02/2008
~ 26/03/2011
Classificação: PG-13
Resumo: Como você muda sua forma de olhar pra uma pessoa depois de
saber mais sobre ela?
Nota: O texto em
negrito foi escrito em 2008, no meio de um dia de aula. ‘O Cruzeirense’ é o
título. Em 2011, passeando pelos blogs da vida,
encontrei um texto do Xxxxxxx, contando algumas coisas pelas quais ele passou,
e a forma como foi criado… e isso me fez lembrar do poema, que eu peguei, e
escrevi a reflexão. Ah! Sim, tem repetição pra caramba, mas assim ele fica
gravado na cabeça. :va:
O garoto do sorriso
lindo, do olhar marcante.
Será que ele ainda
sorri daquele jeito?
O garoto que
estressa com a vida todo dia.
No fim, era a vida
que teimava com ele. Foda.
O garoto que
escreve reflexões profundas e marcantes.
E que agora
continua escrevendo. Marcantes e sinceros Rap’s.
O dono da inocência
de criança.
E com o tempo você
vê que não é inocência. É acreditar nos valores, e ver o melhor que o mundo tem
a oferecer. A inocência já se foi há tempos.
O garoto com as
vontades de um adulto.
Com vontade de
cuidar da própria vida, de cuidar daqueles que ama, e de ser amado também.
O garoto que sempre
vai soltar um "porra de vida".
Mas que nem por
isso deixou de viver. Que continua batalhando pra seguir em frente, sempre.
O garoto que sempre
pega gripe.
Gripe, vergão,
depressão. Parece que tudo quer grudar no cara. Força, luta contra.
O garoto que sempre
chegava no colégio com o Lance!.
E que, quando
passou a não ir pr’aquele colégio deixou muita saudade.
O garoto... Aquele
amigo!
Que no fundo, não
chegou a ser amigo, mas por quem eu tinha muito carinho.
O cruzeirense.
Que vestia a camisa
do time, que ama o time.
O Xxxxxxx.
O cara sobre quem
eu escrevi em 2008. Com quem eu quase não conversei, mas a quem eu sempre tive
vontade de observar.
Ah Dinn, eu não
consegui. Depois de ler o que você escreve, não consigo não pensar na vida, nas
atitudes que tenho, nas que tive... Em tudo o que eu causei, o que fiz para
outros.
Talvez nada tenha de
relação com você, mas obrigado.
Obrigado por se manter
firme aos seus próprios valores num mundo tão triste, tão conturbado. Numa
situação de vida em que muitos não seguiriam pelo mesmo caminho.
É alguém de quem eu
tenho orgulho. Mesmo sem ter contato, sem a coragem de retomar contato.