sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Escrita a quatro mãos.



Engraçado. Tantas vezes compartilhamos da mesma linha ao escrever um texto. A jovem Vetsa é criação sua, ainda que seja um tanto minha. Mr Foster, que teve sua história interrompida por uma conversa, jamais voltou a ser posto no papel. 
Quanto tempo faz que não escrevo por você, ou para você? Quanto tempo sem ler uma linha sua?


As coisas que escrevo hoje são, talvez, um pouco melhores do que aquelas de dois anos antes porque você me mostrou novas construções, sim, e mais. Porque você me mostrou uma outra forma de olhar para a vida. Mostrou que a Vida é um ciclo, e me ensinou a enxergar o valor em cada pequeno milagre dentro dela. Conversou comigo sobre o desejo de conhecer o mundo, não só por conhecer novos lugares mas pelo sentimento, ao acordar, que o sonho era realidade, e que você está vivendo plenamente sua vida. E eu lembro de ter dito "Você vai dar um jeito de tornar seu sonho real, sei disso. Você é brilhante, e não merece viver a vida assim. Vai achar uma maneira, e vai ser tão bom! Só... não perca a fé, ok?". Olhando pra você agora, eu vejo alguém que não perdeu a fé, e que conseguiu realizar esse sonho.



Ainda guardo todas aquelas conversas... tantos anos, e a minha preferida ainda é a primeira gravada. Porque tudo se resume ao início - "fecha um ciclo!", você diria - e ainda assim, poderia mudar. Tudo depende do morder ou não morder. Eu escolhi morder, o que levou a um arrepio, um suspiro, um beijo e uma vontade; e no fim, você também escolheu morder, voltando pro início... Só que quando chegamos à vontade novamente, por algum motivo, nenhum dos dois escolheu morder, e foi aí que nos perdemos. Se eu fechar os olhos, posso reviver cada detalhe da primeira mordida.

Uns vão pensar que se trata de uma dentada. Não, eu lhes digo, eu mordi a isca, e como uma mosca, caí na teia dessa aranha, que foi tecendo seu fio ao meu redor, me aprisionando, me entorpecendo com suas palavras, seu veneno, e no fim, me deixou ali, quando apareceu uma abelha, mais bonita, mais apetitosa. E eu, pobre mosca, até me soltei da teia, mas o veneno ainda corre em meu corpo, ainda me entorpece. E me sinto morrer por dentro, cada vez que vejo o quão tola fui por me encantar pelo brilho de uma teia, minha prisão...







"suspirou a jovem Vetsa ao encontrar uma foto antiga, perdida a muita nas ruinas de sua mente - e na bagunça de sua pasta. a muito não sabia o que era ficar em casa, esparramada no sofá com o controle da TV já mui antiga na mão, em busca de um passatempo qualquer para aquela tarde. riu. muito e demoradamente, como nos tempos de criança, ao notar a cena que sua mente criara. era assim msm, sempre fora, a garota sonhadora. mas cortou sua mente antes que outros pensamentos de infância a invadissem, precisava se concentrar naquele momento
Voltou sua atenção ao papel em sua mão.
A foto, de meses antes, mostrava dois jovens numa festa. Vetsa sorriu ao lembrar-se do momento capturado naquele pedaço de papel. Há tempos não o via e há mais tempo ainda não sorria daquela forma. Um sorriso tão raro por parte dele e estava lá. Para que ela visse por todos os dias.
Sem tempo para o passado, voltou ao trabalho. Ah, mas o que não daria apenas para... só por... mas se... não! Trabalho. Ordenou a sua mente que se rebelava, um conflito violento travou-se debalde na mente da garota, e, claro, seu desejo tomou por completo o palco. estava sonhando.
Jovem e obstinada, Vetsa possuia uma carreira bastante promissara na JK company. não, não se trata da empresa do famoso político, ex-presidente de nossa aclamada nação. Trata-se da Jingles' Kids company."

Crazyness


Psicopata.
Espiã.
Psicopata.
Espiã.... Psicopata.
Stalker.
Perseguidora.
Louca.
Instável.


E sofrendo.

Como nunca.
Como sempre.


Por uma palavra.

E pela falta dela.
Minha culpa.